Notícia

16 de Janeiro, 2019

"Reparar os danos causados pela incompreensão entre judeus e cristãos", alerta Papa

No prefácio do livro "A Bíblia da Amizade", Francisco sublinha que são dezenove séculos de antijudaísmo cristão e, nestes últimos tempos, muitas coisas mudaram e outras ainda estão mudando

O livro “A Bíblia da Amizade” escrito pelo Papa Francisco, terá lançamento no dia 18 de janeiro. O Pontífice sublinhou que o melhor modo para dialogar não é apenas falar e discutir, mas fazer projetos em conjunto e realizá-los.  O objetivo comum será o de ser testemunhas do amor do Pai em todo o mundo. O Livro também contará com Trechos da Torá/Pentateuco, comentados por judeus e cristãos organizado por Marco Cassuto Morselli e Giulio Michelini.

O Santo Padre destacou citações no prefácio do livro: “Para o judeu como para o cristão não há dúvida de que o amor a Deus e ao próximo resume todos os mandamentos. Portanto judeus e cristãos devem se sentir irmãos e irmãs, unidos pelo mesmo Deus e por um rico patrimônio espiritual comum, sobre o qual sustentar-se e continuar a construir o futuro”, escreveu Francisco.

Reparar os danos causados pela incompreensão

O Papa observou que tem a consciência que são dezenove anos de antijudaísmo cristão e que poucas décadas de diálogo não são suficientes para o confronto. Todavia, pontuou Francisco, que, nestes últimos tempos muitas coisas mudaram e outras ainda estão mudando. “É preciso trabalhar com mais intensidade para pedir perdão e para reparar os danos causados pela incompreensão. Os valores, as tradições, as grandes ideias que identificam o Judaísmo e o Cristianismo devem ser colocadas a serviço da humanidade sem jamais esquecer a sacralidade e a autenticidade da amizade. A Bíblia nos faz compreender a inviolabilidade destes valores, que são necessária premissa para um diálogo construtivo”, sublinhou.

Estudo da Torá

O Pontífice ao continuar sua escrita, abordou no prefácio que para os cristãos é de vital importância descobrir e promover o conhecimento da tradição judaica para conseguir compreender de modo mais autêntico si mesmos. “O estudo da Torá também faz parte deste compromisso fundamental. Por isso quero confiar o vosso caminho de busca das palavras de invocação que os fiéis judeus recitam diariamente no final da oração do Amidá: Que sejam abertas as portas da Torá, da sabedoria, da inteligência e do conhecimento, as portas do nutrimento e do sustento, as portas da vida, da graça, do amor e da misericórdia e da aprovação diante de Ti”, relatou.


Fonte: Amex, com Vatican News